Carnaval : A festa da carne



Estamos as vésperas do início de mais um carnaval a festa da carne, e eu me pergunto, será que o que estamos precisando é celebrar a carne? A resposta é óbvia, claro que não.

Podemos definir a carne como nossos instintos naturais que foram maculados pelo pecado original, a carne alimentada pelos fatos do "mundo" a nossa volta tem nos impulsionado a ações que geram as maiores tragédias da humanidade, imagine quantos acidentes terríveis, quantos seres humanos se agredindo e se humilhando, quantos casamentos sendo destruídos, quantos bebês sendo gerados para a morte, quantos entrando no calabouço das drogas, enfim, não é difícil perceber que Deus não está nisso aí..

Portanto, o que precisamos é de alimentar o nosso espírito com a presença de Deus, precisamos que o Espírito Santo alimente o nosso espírito do exemplo e da própria pessoa de Jesus e aí voltaremos de fato a posição de filhos de Deus, reconciliados com Ele, conosco, com o próximo e com a vida, assim sendo estamos caminhando verdadeiramente para um mundo melhor, falando em mundo melhor, em que o carnaval contribui para isto?

REFLEXÃO CRISTÃ: O EVANGELHO DA RECONCILIAÇÃO - Parte 2

Aprofundando um pouco mais o nosso entendimento em relação a reconciliação precisamos entender que a partir da proposta de reconciliação construída por Deus através de Jesus colateralmente vamos ser impulsionados a uma reconstrução de nosso mundo interior a partir da perspectiva do evangelho, a isto chamamos de reconciliação com nós mesmos, já que a partir da presença de Deus em nossa vida somos atraídos ao espírito do Éden pré queda, ou seja, um espírito de pureza, de comunhão, de domínio interior, em síntese podemos retomar o controle do nosso mundo interior antes controlado pelos apelos do mundo através do evangelho.

Uma outra perspectiva de reconciliação é a reconciliação com nossos semelhantes. Quando encontramos o caminho da reconciliação com Deus e consequentemente conosco passamos então a uma nova percepção acerca daqueles que estão a nossa volta, esta percepção não é apenas uma percepção da presença mais também do valor das pessoas, nossa sensibilidade acerca dos diamantes que Deus colocou ao nosso lado para agregar valor a nossa vida parece que é aguçada, passamos a ter habilidade para perceber e focalizar o valor das pessoas que estão conosco, e mais, passamos a entender que estas pessoas são uma expressão do amor de Deus pela nossa vida e esta percepção parece que nos leva cada vez para mais perto de Deus e para o caminho da valorização e amor as pessoas.

Finalmente acredito que a reconciliação com Deus nos impulsiona para a reconciliação com Sua criação. Quantas vezes nesta selva de pedra e concreto que vivemos perdemos o contato e a contemplação da natureza, porém, a reconciliação com Deus nos sintoniza com as expressões de sua pessoa, óbvio que eu não estou falando aqui sobre deidade da natureza, a natureza não é Deus, porém, ela expressa a beleza, o cuidado, a perfeição... enfim, os atributos do seu criador, portanto, reconciliados com Deus podemos discernir, contemplar e obviamente cuidar de sua criação, da natureza tão bela e exuberante que o próprio Deus criou.

Todas estas expressões da reconciliação nos abrem a porta de viver na terra a perspectiva do céu e nada melhor para um forasteiro numa terra muito distante do que o contato com pessoas e expressões da sua terra natal, isto enche o coração de esperança e vigor para continuarmos lutando e perseverando até o dia da volta ao lar quando o que vemos em parte hoje será visto face a face e então estaremos com Ele para sempre. Que Deus nos abençoe até aquele grande dia!!

REFLEXÃO CRISTÃ: O EVANGELHO DA RECONCILIAÇÃO

2 COR 5:18-19

“Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.”

A palavra Reconciliar aponta para uma ação de extrema grandeza e relevância, a saber, reatar um relacionamento que estava rompido, reconstruir laços que estavam destruídos e é acerca disto que este texto sagrado nos fala, de um Deus que buscou reatar o seu relacionamento com a humanidade, outrora rompido por causa das escolhas de Adão e Eva, e para isto ungiu seu filho Jesus que se apresentou como porta voz das boas novas de reconciliação, a estas boas novas simplesmente chamamos de “Evangelho”.

Quando estamos falando de um Deus que nos reconciliou com Ele estamos falando da oportunidade que o ser humano tem de voltar à essência de sua gênesis, a verdade de que somos criaturas, fomos criados e obviamente temos um criador. Esta reconciliação nos proporciona a possibilidade de retornarmos espiritualmente ao ponto de partida, ao momento espiritual do Éden onde podíamos estar em plena harmonia e diálogo com nosso Deus e criador, lembrando que esta disposição ao relacionamento quando suprimida nos traz uma desequilíbrio inerente a negação de uma disposição natural. Portanto, o “Evangelho” abre a porta da volta ao equilíbrio, abre a porta da reconciliação familiar onde os “maus” filhos a casa retornam para se tornarem bons, fruto do contato com o Pai que é pura bondade.

Porém, precisamos construir a profundidade de entendimento de que reconciliados com o Pai através de Jesus somos naturalmente inclinados e impulsionados a assumirmos a identidade de reconciliadores, parece que o encontro com o Pai descortina uma estrada antes impercebível, esta estrada é a estrada da reconciliação com a criação, ou seja, nós que fomos reconciliados com o criador agora somo naturalmente impulsionados a reconciliação com a criação. Neste caminho de reconciliação com a criação podemos ressaltar três aspectos muito importantes, a reconciliação com nós mesmos, a reconciliação com nosso semelhante e a reconciliação com a natureza. (...continua...)