MISSÕES NO EGITO, UM PROJETO DE DEUS...



O cristianismo chegou ao EGITO logo no 1º século a.C.. Segundo a tradição, foi o apóstolo Marcos que fundou a Igreja de Alexandria. Muitos movimentos cristãos importantes surgiram no EGITO em anos posteriores.

O islamismo só chegou ao país séculos depois, e conversões em massa fizeram dele a religião principal.

O cristianismo abrange em torno de 11% da população e sua participação percentual está crescendo lentamente, em função dos nascimentos em lares cristãos. A cada ano, o contingente cristão sofre baixas devido à emigração e à conversão ao islamismo.

A Igreja evangélica começou há 150 anos, e é ativa na implantação de igrejas e na área da educação e da saúde.


A perseguição

Embora os cristãos tenham liberdade religiosa, estão sujeitos à discriminação por parte da sociedade e de representantes do governo.

Certo líder cristão afirmou: "A situação que vejo a meu redor frequentemente me entristece. Em minha cidade, que costumava ser inteiramente cristã, o quadro piora diariamente. A maioria da população tornou-se muçulmana e muitos cristãos saíram do país ou foram para cidades maiores. Aqueles que permaneceram vivem geralmente em estado de extrema pobreza."

"Existem muitas pessoas que se autodenominam cristãs, mas dificilmente sabem alguma coisa sobre Cristo. A maioria não possui Bíblia e tampouco treinamento. É muito fácil os cristãos serem influenciados pelas doutrinas islâmicas e renunciarem à fé cristã, às vezes estimulados por ganhos materiais."

"O mandamento de Deus para nós aqui, ao norte do Egito, é "fortalecer os fracos, trazer de volta os desgarrados e buscar os perdidos", ou seja, cuidar de seu rebanho. Tentamos fazer isso de diversas formas. Em primeiro lugar, por meio de nossas aulas de alfabetização. Esse é um trabalho muito eficaz que tem levado muitos a conhecerem Jesus Cristo. Em segundo lugar, iniciamos um novo sistema de cursos bíblicos por correspondência. Com a falta de pastores em muitas igrejas, também iniciamos um programa de treinamento para líderes leigos que possam assumir a responsabilidade por suas respectivas comunidades. O treinamento desses jovens da região é a chave não somente para a sobrevivência da Igreja, mas também para seu crescimento e expansão. Além disso, estamos estabelecendo grupos de estudo bíblico. Vamos de aldeia em aldeia, formamos pequenos grupos e semanalmente estudamos a Bíblia e cantamos na casa de um dos integrantes."

"Pelo fato de as garotas adolescentes formarem um grupo vulnerável em nossa sociedade, temos organizado conferências regulares para elas, nas quais abordamos temas como a dinâmica do casamento cristão, doutrinas básicas da fé, e como lidar com o medo. Elas correm o risco de serem estupradas por garotos muçulmanos e, de certa forma, obrigadas a se casar com eles".

Esse líder cristão ainda revela que ele e outros cristãos das áreas rurais são perseguidos e ameaçados com frequência. Opositores já mandaram cães ferozes atacá-los e locais de reunião já foram incendiados.

Ele ainda relata: "Às vezes, as atividades e pressões me afetam. Outro dia, a polícia me convocou para um interrogatório e queria saber por onde eu havia andado. Ainda por cima, alguns membros de minha família tentaram me convencer a emigrar para a Austrália. Devo confessar que considerei seriamente a questão! Minha saúde está abalada, o fardo é pesado e a caminhada é difícil. Mas o Senhor gentilmente me lembrou do Salmo 126.5: "Os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão". Perguntei a Deus se outra pessoa poderia chorar minhas lágrimas por algum tempo".

A luta dos ex-muçulmanos

Os muçulmanos que se convertem sofrem severa perseguição também. Eles podem ser marginalizados pela sociedade, presos, torturados e até mortos.

Tudo isso acontece, em primeiro lugar, porque o governo não reconhece a conversão de muçulmanos para outra religião.

Embora vários muçulmanos se convertam ao cristianismo a cada ano, o estigma social de deixar o islã força a maioria a esconder a decisão. A designação religiosa de "muçulmano" na identidade obriga que eles tenham uma vida dupla. São obrigados a se casar segundo a sharia (lei islâmica) e suas crianças têm de receber instrução religiosa islâmica na escola.

 Em agosto de 2008, um jovem egípcio que se converteu do islã ao cristianismo apresentou um requerimento judicial para que as autoridades reconhecessem sua nova religião. Mohammed Ahmed Hegazi, de 25 anos, levou a sua reivindicação ao Tribunal Administrativo do Cairo.

Hegazi abraçou o cristianismo em 1999. Ele é casado e sua mulher também deixou de ser muçulmana para se tornar cristã. Mesmo assim, os dois tiveram de se casar segundo os ritos prescritos pela religião islâmica, que consta dos seus documentos de identificação. Mais tarde, os dois se casaram em uma igreja cristã. Além disso, Hegazi também gostaria que seus dois filhos fossem registrados como cristãos.

O juiz Muhammad Husseini disse, em um veredicto de 29 de janeiro de 2008, que é contra a lei islâmica um muçulmano deixar o islã, e, por isso, negou o pedido de mudança de status religioso de Hegazy em seu documento de identidade. "O juiz disse que ele poderia ter a crença que quisesse no coração, mas no papel não poderia se converter", contou um dos representantes legais de Hegazy à agência de notícia Compass.

A decisão do juiz Husseini foi fundamentada no Artigo II da Constituição Egípcia que faz da sharia, a base para a lei egípcia.

Apesar da decisão, Hegazy ainda planeja apelar da decisão, ou, se possível, abrir um novo caso. Sua esposa, Zeinab, planeja ir à Corte pedir o seu registro como cristã. Ameaças de morte forçaram o casal, que teve uma filha em janeiro de 2008, a se esconder desde que o caso ganhou as manchetes dos jornais em agosto de 2007.


Motivos de oração

1. A Igreja beneficia-se de sua tradição. Ore para que os muçulmanos respeitem as antigas raízes da Igreja local. Ore também para que a liberdade de culto seja mantida e a liberdade de evangelização aumente.

2. Os novos convertidos enfrentam uma grande perseguição social. Ore por aqueles que deixaram a fé islâmica a fim de abraçar o cristianismo. Estes cristãos enfrentam muitas pressões e ameaças da sociedade e são frequentemente obrigados a conviver com a solidão e o perigo constante.

3. Os cristãos sofrem com os problemas econômicos do Egito. Ore para que os cristãos descubram meios de servir ao Egito e apresentem soluções aos problemas do país. Ore ainda para que os ocidentais também encontrem formas de ajudar a região.


Fontes

- 2008 Report on International Religious Freedom

CONTRA A REVOLUÇÃO SEXUAL...

Campanha evangélica pela castidade pré-conjugal e discurso de artistas como os Jonas Brothers revalorizam a virgindade entre a juventude cristã.

Nos palcos de todo o mundo, eles galvanizam a atenção das adolescentes. Joe, de 19 anos; Kevin, 21; e Nick, de 16 – os Jonas Brothers –, são alguns dos artistas mais badalados do momento. O trio americano tem músicas açucaradas, como convém às bandas do gênero. Quem não se lembra, por exemplo, dos portorriquenhos do Menudo, uma coqueluche entre as teens dos anos 1980, ou dos rapazes do extinto grupo Polegar, cujos pôsteres ilustravam os quartos das adolescentes de sua época? Mas os Jonas Brothers chamam a atenção por algo diferente. Assumidamente cristãos, os jovens artistas caminham na contramão dos colegas do showbiz e fazem da defesa da virgindade pré-conjugal uma de suas bandeiras. Eles juram de pés juntos que se manterão castos até o casamento, no que têm sido seguidos por milhões de fãs.

Ninguém sabe se o compromisso será seguido à risca, mas fato é que os Jonas Brothers, todos ex-alunos do Eastern Christian High School, em North Haledon, New Jersey (EUA), conseguiram fazer de algo considerado fora de moda um tema obrigatório nas conversas de inúmeros jovens como eles – a valorização da virgindade. O grupo faz do uso do chamado anel de pureza – acessório que os adeptos do movimento fazem questão de ostentar – e de declarações favoráveis à castidade suas marcas registradas em shows, entrevistas e aparições públicas. “As alianças servem como lembrete constante para viver uma vida com valores”, diz Nick, o mais novo dos Jonas Brothers.

O movimento religioso em prol da abstinência sexual até o casamento teve início em 1994, na cidade americana de Baltimore. Inconformadas com a pressão que sofriam na escola por serem virgens, duas adolescentes evangélicas queixaram-se ao pastor de sua igreja, de denominação Batista. Por iniciativa delas, foi organizada uma reunião com outros jovens para discutir a questão da sexualidade sob a ótica bíblica. Dali, surgiu uma campanha, que recebeu o nome de True love waits, algo como “O amor verdadeiro espera”. Logo, o projeto estendeu-se para as escolas e demais instituições ligadas à juventude, sendo adotado posteriormente por diversas orientações religiosas. Jimmy Hester, atual coordenador do programa, informa que já existem cerca de 3 milhões de jovens envolvidos diretamente com a causa. “Esse é o número que temos documentado. Durante as palestras, alguns adolescentes assinam nosso acordo de adesão”, explica.

Inicialmente, a organização do programa lançou uma pulseira de plástico para simbolizar a preservação da castidade. Mais tarde, ela foi substituída por um pingente de prata, mas só com o anel da pureza houve uma maior popularização do movimento pró-pureza sexual entre os jovens, inclusive aqui no Brasil. O estudante Renan Scott, de 16 anos, membro da Assembleia de Deus em São Paulo, acha que a postura de gente famosa como os integrantes do Jonas Brothers repercute positivamente. “Eles estão corretos e simplesmente mostram o que acreditam. Identifico-me com a atitude deles em mostrar sua fé para todos, indo completamente contra o ritmo do jogo e do que a mídia impõe”. O “jogo”, no caso, é a liberalidade sexual. O adolescente conta que, para a maioria de seus amigos, o sexo funciona como fonte de prazer, de popularidade e de admiração entre os colegas. “Todos querem ser o grande pegador, o bonzão”, critica.

Embora não use o anel por considerá-lo modismo, Andréia Maressa, 17, evangélica batista, defende que homem e mulher devem se guardar para o casamento. Ela cita o texto de I Tessalonicenses 4: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição”. A jovem lembra que o compromisso maior é com Deus. “Quando me questionam como posso ter certeza de que este momento será especial sem experimentar antes, respondo que foi o Senhor quem me criou e também criou o sexo”, afirma. “Mas a pureza sexual vai muito além de não fazer sexo, está no ato de pensar, de falar e de agir.”

Doutora em educação e especialista em sexualidade humana, Ana Cláudia Bortolozzi Maia conceitua a virgindade como um aspecto do comportamento humano, construído a partir de valores e modelos presentes na sociedade. “Assim como outras questões relacionadas à sexualidade, trata-se de um fenômeno cultural”, diz. Para ela, a importância dada à virgindade é construída por meio de uma valoração social determinada culturalmente e historicamente. “Assim, a virgindade, atrelada a preceitos religiosos ou não, é um valor pessoal e familiar dentro de diferentes contextos”, afirma.

“Os Jonas Brothers são garotos diferentes e a atitude deles valoriza a fidelidade”, empolgam-se Karina Napole, 11, e Larissa Zaratin, 12, alunas da sétima série de um colégio católico em São Paulo. “É muito difícil encontrar alguém que defenda essa postura”, emenda a primeira. Paola Ratola, 18, estudante ligada à Igreja Batista, aborda a questão com mais maturidade: “A preservação da virgindade demonstra o caráter e os princípios adquiridos pela pessoa, justamente por esta ser uma área de difícil controle”. Ela acha correto o jovem não iniciar sua vida sexual antes do casamento. “É que ali se firma um compromisso sério. É uma união para sempre – além do mais, é uma situação constrangedora estar cada vez com uma pessoa e no final acabar rejeitada e falada”, frisa.

No entender da especialista Ana Cláudia, a pressão social e da mídia é realmente determinante nessa questão. “O que mais percebo é uma falta de autonomia na escolha em ser ou não virgem, isto é, pessoas que querem ou não ter vida sexual não como uma escolha autônoma, mas para corresponder aos ideais e cobranças de pais, amigos, parceiros etc”. Para a educadora, o tema da virgindade, para o jovem, apresenta-se complexo. “Querer ser virgem e sofrer pressão social para não o ser; ou querer ter vida sexual e não fazê-lo por sofrer pressão familiar ou religiosa é conflituoso do mesmo jeito”, exemplifica.

Mariana, jovem frequentadora de uma igreja presbiteriana em São Paulo, é um exemplo desse conflito. Tanto, que pediu À reportagem para ter seu nome trocado. “Antes de convertida, sentia-me pressionada a perder a virgindade. Entre os 16 e 17 anos, a maioria de minhas colegas estavam começando sua vida sexual e eu não queria ser diferente”, lembra. Ela conta ter tido sua primeira experiência sexual naquela época, com um namorado que tinha 21 anos. “Passou o tempo e o namoro acabou. Fiquei machucada, mas depois de um tempo comecei a namorar novamente”, conta. Mariana também relata que a prática sexual já se tornara frequente e comum em sua vida. “Contava minhas aventuras às amigas e me gabava disso, mas no fundo já começava a sentir um vazio, uma desvalorização.”


Hoje, com 24 anos e convertida ao Evangelho há dois, Mariana tem uma visão diferente de sua sexualidade. “Se eu pudesse voltar no tempo, ainda seria virgem”, afirma. O problema enfrentado agora é a vergonha de assumir isso para as amigas da igreja. “Prefiro não falar sobre o assunto, tenho medo do que vão pensar”, admite a jovem. “O que importa é que minha vida é outra – nasci de novo e enterrei meu passado. Deus sabe que agora busco viver em santidade e guardar o corpo que ele me deu para o dia em que me casar, apenas para meu marido”, completa.

Fonte: Cristianismo Hoje