Eu vou curtir a vida...

O tema dessa postagem já foi uma das frases mais temidas para muitos pais, principalmente no meio evangélico, quando um filho dizia - eu vou curtir a vida !- o que se imaginava era que ele se tornaria um sodomita, um fanfarrão e que tinha abandonado a cruz da caminhada no evangelho. Pois bem, hoje quero propor uma nova percepção para o que chamamos de curtir a vida, e mais, quero a partir dessa nova proposta, deduzir a possibilidade de que curtir a vida pode, ao invés de ser abandonar a cruz, pode ser na verdade o caminho mais coerente para carregá-la, segundo Jesus.
Minha proposta para curtir a vida é a seguinte: vamos curtir a vida deixando nosso olfato e nossa alma sentirem os perfumes das mais lindas flores,  que encontramos todos os dias e nem sequer as percebemos, vamos curtir abrançando, beijando e amando aquelas pessoas que Deus colocou ao nosso lado e vivemos como se fosse obrigação delas nos amar, vamos curtir a natureza que nos reporta a Deus, o sol que aquece e e a chuva que refresca, vamos curtir a oportunidade de estarmos vivos para vermos nossos filhos sorrindo por mais este dia, enfim, vamos curtir a vida aproveitando e celebrando a meigura e o calor da presença de Deus em nossos corações, que ainda que estejamos nos vales mais profundos da existência humana ,aquece nossos corações para acreditarmos que não  estamos só e que o choro dura um momento e depois vem a alegria, e se nessa aventura seu coração se sentir opaco, sem ânimo, desistido, lembre-se que aquele que não tomar sua cruz e seguir a Jesus não é digno Dele, carregar a cruz de Jesus é viver como Ele viveu, amando quando só há ódio, sentindo o mundo a sua volta quando só há indiferença e se entregando quando a única certeza é a decepção. Então,   vamos curtir a vida!
Pr André

Aprenda a lidar com o abandono.

...Sim, vamos conversar sobre o abandono. Identifico-me com a suas dores. Eu também trabalho mal as deserções e não acredito que haja dor maior no exercício de minha vocação pastoral do que o desdém. Já amarguei o descaso de pessoas que considerava amigas. Sofro quando abro minha privacidade e sem o menor cuidado me deixam sozinho. Isso me arrasa. Já convivi com gente igualzinha à que lhe deixou a mensagem de que ia embora e não queria conversar sobre o assunto.
Numa reflexão mais objetiva, separemos as pessoas do contexto. Mesmo quando sinceras, incapazes de comportamentos displicentes, a cultura muitas vezes o contexto empurra as pessoas para a indiferença. Vivemos no mundo das relações fluídas, dos compromissos instáveis, das promessas frágeis. Sobram poucos  vínculos sólidos com a mobilidade urbana, com a redução dos núcleos familiares, com a competição do mercado.
Ora, ora, quem seria leal a um supermercado sem preço competitivo? Para que continuar com um sabão em pó se existe outro mais barato e mais eficiente? Infelizmente, tal atitude transborda para as relações sociais.
Observe os clubes. Antigamente as famílias se associavam não só por lazer, mas para conhecerem pessoas, formarem círculos de amizade. Em Fortaleza, minha terra natal, era sinal de status pertencer a um clube. O Maguary era da classe média baixa, o Náutico, para os mais abastados, mas a elite freqüentava o Ideal. Hoje, porém, quase todos fecharam ou estão em crise. Por quê? As pessoas já não querem compromisso, não desejam pertencimento.
Qual o resultado desse distanciamento social? Filhos se mudam para longe do núcleo familiar, casamentos desabam com facilidade e primos passam anos sem se encontrar, mesmo morando numa mesma cidade. Não se culpe, não se sinta responsável pela rotatividade dos membros da comunidade, as pessoas não são necessariamente más ou ingratas, apenas vítimas do espírito da época.
Ademais, com a crescente secularização, a igreja deixou de ser um centro. Sei que é cruel admitir isso, mas o pastor não passa de confeite de bolo. Explico a metáfora. Quando se assa um bolo, alguns ingredientes são essenciais, ovo, açúcar e farinha de trigo. Mas o confeite não é tão importante. Sem cobertura, um bolo continua um bolo. Por mais que os pastores se esforcem, muitos já não percebem a religião como primordial. Em feriados prolongados, não titubeiam em faltar ao culto; quando se inaugura uma igreja mais perto de casa, não hesitam em pedir transferência. Por mais que os pastores se autodenominem apóstolos, por mais que cobrem obediência, por mais que se proclamem autoridade divina, não passam de confeite, são menos relevantes.
Lide com suas dores, mas considere essas questões. Não adianta esmurrar a ponta da faca. Você vive em um período peculiar da história e vai ser preciso que se adapte. Não cobre o que as pessoas não compreendem e não se culpe pelo que foge do seu controle.
Por outro lado, mude o significado de sua comunidade. Não reforce a idéia de que deve “atrair” membros com eventos. Uma bela organização, discurso motivador, luzes, sons e promessas de milagres produzem crescimento numérico sim. Depois vem a dificuldade de manter o auditório. Quanta energia espiritual desperdiçada com espetáculos cada vez mais elaborados!
Esqueça a noção de que a sua igreja precisa “acontecer” ou ser bem sucedida. Pare de contar "cabeças", de contabilizar finanças, de comparar estatísticas. A mesma multidão que lota o auditório famoso, correrá para quem oferecer mais facilidades, melhores sermões ou um amplo estacionamento.
Sua vocação é conviver, não discursar; doar-se, não gerenciar. Infelizmente, o mundo corporativo vazou para dentro das igrejas e a maioria dos pastores se concentra em manejar o sagrado; desejam ser reverenciados como  “ungidos” de Deus. Fuja disso!
Viva sua humanidade. Permita que lhe façam companhia em sua jornada de pai, amigo, profeta e pastor. Doe-se sem esperar recompensa. Viva com gravidade e leveza, sobriedade e motejo, valentia e circunspeção. Seja inteiro em tudo. Realize-se na excelência de oferecer o melhor de si. Assim, quando alguém lhe der as costas, a dor será menor.
(Ricardo Gondim)
Fonte: http://www.ricardogondim.com.br

O BIG BROTHER BRA$$$$$IL...

BIG BROTHER BRASIL
(POR/Luiz Fernando Veríssimo)

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A  décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que  recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós.. , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Luis Fernando Verissimo nasceu em 26 de setembro 1936, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Filho do grande escritor Érico Veríssimo, iniciou seus estudos no Instituto Porto Alegre, tendo passado por escolas nos Estados Unidos quando morou lá, em virtude de seu pai ter ido lecionar em uma universidade da Califórnia, por dois anos. Voltou a morar nos EUA quando tinha 16 anos, tendo cursado a Roosevelt High School de Washington, onde também estudou música, sendo até hoje inseparável de seu saxofone. È Casado com Lúcia e tem três filhos.FONTE:http://www.releituras.com/lfverissimo_bio.asp

 
PERCEBA QUE ESTA É UMA OPINIÃO DE UM NÃO CRENTE, MAS QUE TEM O MÍNIMO DE  CONSCIÊNCIA...